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Seis em cada dez consumidores possuem contas em bancos digitais e físicos, aponta CNDL/SPC Brasil


65% ainda pagam tarifas bancárias, principalmente taxas de manutenção. 27% contratou algum serviço em que foi atrelado a compra casada de outro produto

 

O Brasil passou nos últimos anos por um importante processo de bancarização da população. Os bancos digitais se popularizaram no país e com isso, novos hábitos dos consumidores foram sendo estabelecidos. Hoje, 94% dos consumidores possuem alguma conta em banco. E mesmo com os bancos digitais já à frente dos físicos no país, 60% dos entrevistados afirmam que mantém contas nos dois tipos de instituição bancária. Os dados são de uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com a Offerwise. De acordo com os entrevistados, 18% possuem conta somente em banco digital (com destaque entre os mais jovens e nas classes C/D/E) e 16% somente em banco físico (principalmente nas classes A/B e os mais velhos).

Apesar da grande oferta dos bancos para abertura de novas contas, 65% dos consumidores afirmam pagar tarifas bancárias, principalmente para taxa de manutenção (35%), saque de dinheiro no caixa eletrônico (27%) e operações de crédito como transferências (21%). Por outro lado, 25% declararam que não pagam tarifas da conta corrente que mais utilizam.

Em relação à adesão dos pacotes cobrados pelos bancos, 32% dos consumidores admitem que assinaram contrato para desconto de tarifas, enquanto 43% não assinaram e 25% admitem não saber ou lembrar.

Além disso, 27% declaram ter contratado algum serviço bancário em que foi atrelado a compra casada de outro produto como título de capitalização e seguros.

“Todo e qualquer serviço prestado pelo banco deve ser precedido de contrato. O contrato de abertura de conta corrente não autoriza o banco, por si só, a cobrar tarifa de manutenção. Uma vez caracterizada a cobrança indevida de tarifas, ao consumidor é assegurado o direito de solicitar não só a suspensão desta cobrança, mas também a restituição/devolução do valor pago deste título. Mesmo depois de abrir uma conta corrente, ou a contratação de qualquer tipo de serviço bancário, é preciso manter-se atento às cobranças indevidas e reclamar ao banco sobre os descontos efetuados na conta, mas que não estão previstos em contrato. É bom lembrar que, durante a abertura da conta, é possível adquirir um pacote de serviços essenciais sem nenhum custo”, alerta o presidente da CNDL, José César da Costa.

Os meios de pagamentos mais utilizados são o PIX (72%), cartão de débito (44%) e cartão de crédito (36%). Praticamente sem uso estão o Whatsapp (1%), cheque à vista e cheque pré-datado (ambos 0%).

PIX é utilizado principalmente para transferência para amigos e parentes. 99% possuem chave PIX cadastrada

O PIX já faz parte do dia a dia do consumidor brasileiro. Apesar do pouco tempo de lançamento, 99% dos consumidores possuem chave PIX cadastrada. Entre os que utilizam PIX, 65% usam sempre. 33% utilizam às vezes e 2% raramente.

Entre os principais motivos de uso do PIX estão a rapidez e praticidade (60%), o valor ser transferido na hora (42%), ser bastante aceito nos estabelecimentos (27%) e segurança (26%).

De acordo com os entrevistados, os principais tipos de pagamento realizados via PIX são transferência para amigos e parentes (74%), compras na internet (53%), pagamento de prestadores de serviço (47%) e compras de alimentos/mercado (44%).

Nove em cada dez (92%) dos que usam o PIX também recebem pagamentos por este meio, e 52% dos usuários de PIX também citam que sempre recebem dinheiro por este meio de pagamento. Por outro lado, 42% recebem às vezes e 5% raramente.

Apesar do hábito da utilização do PIX, os consumidores que têm a chave cadastrada, mas não utiliza este meio de pagamento, admitem algumas barreiras, principalmente pelo medo de clonagem e roubo de dados (20%), não ser aceito pelas empresas (18%), e falta de confiança (15%).

 

76% já utilizaram o pagamento por aproximação, rapidez e praticidade são os principais motivos

Oito em cada dez entrevistados já utilizaram a modalidade de pagamento por aproximação (76%, com destaque entre os mais jovens), principalmente por cartão físico. 

O pagamento por aproximação cresceu ao longo da pandemia como consequência da necessidade de se evitar contatos físicos. E além dos cartões físicos, é possível fazer pagamentos aproximando o celular (33%) ou o smartwatch (4%).

Em relação ao hábito, 36% relatam que sempre fazem pagamentos por aproximação (crescimento de 8 p.p. comparado a 2022), 41% usam às vezes e 23% raramente.

Os motivos mais citados para o uso são a rapidez e praticidade (66%), não digitar senha na maquininha (45%) e testar a nova tecnologia (29%).

Entre os que não utilizaram o pagamento por aproximação, as principais razões são a falta de confiança (51%), medo por não haver a necessidade de digitar a senha (26%), de não ter habilitado esta modalidade no cartão (23%) e medo de clonagem / roubo de dados (22%).

O cartão físico (86%) é o meio mais utilizado para realizar pagamentos por aproximação (destaque nas classes A/B), seguido do celular (33%).

Entre os entrevistados que já utilizaram esta modalidade de pagamento, 69% não sofreram fraude, mas têm receio de sofrer. Por outro lado, 6% já foram fraudados no uso e 23% não sofreram, e não têm receio de sofrer.

 

82% já fizeram pagamento via QR Code, principalmente pela praticidade e rapidez. Desconfiança é a principal razão dos que não utilizam

Outra modalidade de pagamento que cresceu nos últimos anos é o QR Code. Oito em cada dez consumidores (82%) já fizeram pagamento via QR Code. 63% fazem pagamento às vezes, 20% raramente e 16% sempre.

O principal motivo para utilização é a praticidade e rapidez da modalidade (55%), seguido da ampla aceitação nos estabelecimentos (44%) e não precisar digitar senha na maquininha (30%). Enquanto o principal motivo para não utilizar o QR Code é a falta de confiança nesta modalidade de pagamento (27%), a não aceitação por parte dos estabelecimentos (26%) e a dificuldade em saber como funciona (22%).

De acordo com os consumidores, para motivação do uso do QR Code, as principais iniciativas seriam mais informações sobre esta modalidade de pagamento (61%), a segurança nas transações (35%) e mais aceitação nas lojas (22%).

“Diante da diversidade de opções de pagamentos, fica o alerta para o consumidor se manter atento à segurança das transações. No caso do PIX vale conferir sempre o destinatário para evitar transferências erradas, e nos pagamentos por aproximação ter um limite para esse tipo de pagamento para evitar problemas caso o cartão ou celular sejam perdidos ou roubados. No caso das lojas, a pesquisa mostra que o bom e velho dinheiro de papel já não basta e a aceitação somente de cartão pode ser insuficiente para atender a clientela. O comércio precisa estar adaptado às novidades para não perder venda”, destaca Costa.

METODOLOGIA

Público-alvo: População internauta residente nas capitais brasileiras, homens e mulheres, com idade igual ou maior a 18 anos.

Método de coleta: pesquisa realizada via web.

Tamanho amostral: 667 casos e pós-ponderada considerando as capitais do país e perfil.  Margem de erro no geral de 3,8 p.p. para um intervalo de confiança a 95%.

Data de coleta: 2022 – 15  a  22 de setembro de 2022 / 2023 – 31 de julho a  08 de agosto de 2023.

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